Videoramas

Webcams, câmeras de celulares, You Tube, Vimeo… o vídeo na web é um elemento importante e culturalmente universal do nosso mundo contemporâneo.

Tão importante que foi banalizado. Videoramas é uma instalação que homenageia Aloisio Magalhães, e que pretende dar continuidade às pesquisas materializadas através dos seus Cartemas (obras de arte que utilizavam como elementos modulares a tecnologia banal em 1972 dos cartões postais). Os módulos, agora, são vídeos digitais, buscando assim restituir aos numerosos, porém pequenos, registros de celulares e webcams à alegria perdida.

Os Videoramas podem ser vistos na instalação no ambiente imersivo do Memorial Chico Science (Pátio de São Pedro, Recife, PE).

Durante o período do SPA o Autom.ato receberá colaborações em vídeo no tamanho de 170×130 pixels, esses vídeos serão transformados em novos Videoramas expostos no Memorial.

Envie seu vídeo para videoautomato@gmail.com.br

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Cidade Limpa de Quê?

Da escola de Frankfurt vem a definição de duas visões de progresso que nos interessam no presente texto. Uma, denominada de progresso técnico, apresenta-se como o aumento dos conhecimentos e as capacidades que levam à um alto grau de domínio da natureza e do meio humano. O resultado desse progresso é a riqueza social crescente. Por outro lado existe o conceito qualitativo de progresso, onde se privilegia o aperfeiçoamento humano, para uma existência mais livre e mais feliz, esse é o progresso humanitário.

O que assistimos, a partir do fim do século XIX é o progresso técnico atuando numa intenção manifesta a neutralizar o próprio progresso humanista, sendo esse cada vez mais relegado para o domínio da utopia.

Posto isso, olhamos com preocupação o retrato que temos hoje de uma civilização dominada pela lei do consumo. Inclusive o urbanismo, em nome do “progresso”, tem sido vítima da mercantilização que, eventualmente, encontra seu disfarce em boas intenções, como “manter sua cidade limpa”, por exemplo.

O Autom.ato entende que, por trás de iniciativas como as leis de cidade limpa de Curitiba, São Paulo e Recife existe uma questão ideológica que precisa ser tratada: temos agora uma cidade limpa de quê? a proibição dos cartazes em vias públicas (veículo de comunicação historicamente popular e democrático) com a multa sendo cobrada do artista tem dois efeitos imediatos: 1. Pequenas empresas que sempre trabalharam com cartazes para divulgação que ainda não fecharam suas portas tiveram que reduzir seus funcionários, impacto social desconsiderado pela lei; 2. A nova lei privilegia o relacionamento entre a prefeitura como mediadora do espaço público e as agências de publicidade, que estão supostamente melhor preparadas para lidar com as novas práticas impostas pela lei, numa privatização da rua, em nome de um suposto bem-estar estético, cultural e ambiental da população.

Acreditamos no uso inteligente do espaço público pelo cidadão (ocupemos as ruas!) sem o controle do Capital e com a gestão do Estado, e não o contrário.

Com o intuito de alimentar essa reflexão de um modo, antes de mais nada divertido, o Autom.ato + Yuri Vaz estão presentes no SPA – Semana de Artes Visuais do Recife com o trabalho “Cidade Limpa de Quê?” que se divide em dois momentos:

1.Como um jogo de cartaz semelhante ao jogo de paciência, publicado no formato Imprime-e-Jogue, que está disponível no site do Autom.ato e leva à um passeio pelo Pátio de São Pedro para encontrar um cartaz, que deverá ser levado para a rua, onde em um determinado lugar será ser colado, representando assim o fim do jogo.

2.A disponibilização do cartaz, no Pátio de São Pedro no equipamento indicado no jogo e que poderá ser levado por qualquer pessoa no dia 15, quarta-feira e deverá ser colado em algum ponto da cidade, devendo ser enviada uma foto para o site do Autom.ato, onde será publicada.

Baixe aqui o jogo, imprima, jogue e junte-se a nós nas ruas do Recife no dia 15.

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pare, olhe, escute.

Estação Central do Recife: por dia 180 mil pessoas cruzam seus portões, atravessando os seus mais recentes pátios ou apertando o passo no museu do trem. Por esses mesmos portões onde milhares transeuntes desconhecidos pisam diariamente,

centenas de histórias se cruzam todos os dias. E é pensando nessa rede de histórias que o autom.ato propõe a apropriação da linguagem do stencil, típica das ruas, para construção da representação das pessoas que formam a multidão, dentro dessa multidão destaques são dados para personagens típicas do carnaval, numa referência à um dos momentos mais marcantes da estação durante o ano.

Trabalho montado como parte do PARE OLHE ESCUTE, uma exposição coletiva de artes plásticas na categoria de “sítio específico” que acontece no período de 09 a 30 de março de 2009, nas dependências internas das estações Camaragibe, Jaboatão e Rodoviária do METROREC. Esta iniciativa, idealizada pelos artistas Aslan Cabral, Bruna Rafaella e Mozart Santos, acontece no sentido de integrar a produção plástica contemporânea às questões pertinentes da relação entre arte e sociedade – funcionalidade arquitetônica, acessibilidade, percepção estética, circulação urbana, arte-integrada. A proposta dá-se pela crença no papel comunicativo e aproximador que pode ser cada vez mais trabalhado na arte atual brasileira e mundial. Para essa edição do projeto foram convidados os artistas Aslan Cabral, Autom.ato, Bruna Rafaella, Fotolibras, Maurício Castro e Mozart Santos.

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Xucurus

Como parte da exposição de quadrinhos de rua, o Autom.ato faz uma referência cruzada e uma citação direta ao Mundo Livre S/A para homenagear o cacique Xicão Xucurú.

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Sombras do Recife Antigo

A representação do universo das prostitutas e dos bares do recife antigo é apresentada através de pequenas caixas com projeções no seu interior que remetem ao teatro de sombras, em uma versão extremamente reduzida e automatizada, referenciando as mudanças urbanas tecnológicas na área da cidade onde aconteceu o SPA de 2007.

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Oaxaca Game

Projeto que surgiu de um workshop de actionscript para games e evoluiu para um game ativista e feminista. Nesse jogo o personagem principa é uma mulher da cidade de Oaxaca, no México. Ela é atacada por policiais do governo e para não ser destruída utiliza sua única arma: Rosas Brancas. O game é inspirado na mecânica clássica do Space Invaders.

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viagem ao centro do mangue

O Mangue (também grafado como mangueBit ou mangue beat) é um movimento musical que surgiu no Brasil na década de 90 em Recife que mistura ritmos regionais com rock, hip hop,maracatu e música eletrônica.

Esse estilo tem como ícone o músico Chico Science, ex-vocalista, já falecido, da banda Chico Science e Nação Zumbi, idealizador do rótulo mangue e principal divulgador das idéias, ritmos e contestações do Manguebeat. Outro grande responsável pelo crescimento desse movimento foi Fred 04, vocalista da banda Mundo Livre S/A e autor do primeiro manifesto do Mangue de 1992, intitulado “Caranguejos com cérebro”.

A metáfora responsável pela criação de todo conceito e a modificação da sociedade ao redor foi a relação direta entre a riqueza do ecossistema dos manguezais recifenses e a cena pop que na época florescia entre as cidades de Olinda, Recife e Jaboatão dos Guararapes.

Foi na superposição das referências que alimentaram o movimento, gerados a partir de uma sessão de VJing do Autom.ato, mixados à versão mangue do ViMus, que o grupo encontrou uma forma de representar a diversidade cultural de influências + a necessidade básica de trabalho em redes, que foi fundamental para toda mudança da relação das pessoas com a  cidade do recife. Na instalação, entre as imagens de, entre outros, Afrika Bambaata, Josué de Castro e Bruce Lee, Raízes Aéreas do ecossistema mangue, dançam acompanhando os visitantes que, ao aumentarem de número, também aumentam a densidade de seus rizomas.

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